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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

T: Toma o que pode ser teu

T: Toma o que pode ser teu: "Não acreditamos em 'não tem como conseguir', 'eu não consigo fazer', 'isto não é para mim'. Sem dúvidas sabemos que estas afirmativas não fo..."

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A revolta das mídias sociais

Por Luciano Martins Costa, do Observatório da Imprensa

Os jornais produzem nas edições de quarta-feira (9/2) um pequeno mosaico sobre as tecnologias digitais e sua relação com a comunicação jornalística. Nada muito revelador, apenas alguns registros para serem acrescentados à coleção de informações que ajudam a entender este período de transição em que vivemos.

Em algum ponto no futuro, pesquisadores poderão usar as informações de hoje para desenhar um retrato do mundo nesta segunda década do século 21.

Os jornais dizem, por exemplo, que no Brasil já se pode pagar contas e até confessar pecados através do telefone celular. O uso do confessionário online, que custa R$ 1,99, é feito por meio de um aplicativo do iPhone aprovado pela igreja católica.

Também há uma pesquisa, publicada no Estado de S.Paulo, dizendo que as mídias sociais ainda são totalmente pautadas pela mídia tradicional, funcionando basicamente como caixas de ressonância do que sai na velha imprensa. O estudo, intitulado "Verdades, Mentiras & Mídias Sociais", foi realizado pela agência de publicidade JWT e demonstra, segundo o Estadão, que as mídias sociais sofrem grande influência das mídias tradicionais e que o contrário não acontece, ou seja, jornais, rádio e TV não costumam ser pautados pelo Twitter ou pelo Facebook.

O que faz a diferença

A observação é interessante mas pode induzir a conclusões perigosas: como se sabe, uma das principais características dos novos meios é a capacidade de mudar repentinamente os hábitos de seus usuários. Além disso, como se pode afirmar que um colunista ou editor de jornal não é informado por mensagens que recebe através dos meios digitais?

Observe-se, por exemplo, que a revolta no Egito foi organizada através das redes sociais online e que, até agora, os meios digitais cumprem importante papel na guerra midiática contra o governo, apesar da grande exclusão digital no país – apenas 20 milhões dos 80 milhões de egípcios têm acesso à internet.

Enquanto a internet esteve bloqueada, os jovens manifestantes produziam imagens das manifestações através de seus celulares e entregavam cópias para jornalistas estrangeiros. Dessa forma, conseguiram furar o isolamento midiático que o governo tentou impor ao país. Um dos mentores da revolta foi o diretor de Marketing do Google para o norte da África e o Oriente Médio, Wael Ghonim, tratado como herói pela multidão ao ser libertado da prisão.

Os fatos no Egito mostram que a mídia digital não apenas funciona como veículo de informação – também pode ser usada como meio de expressão amplo e irrestrito da vontade e da opinião das pessoas. Essa é a diferença em relação às mídias tradicionais, que funcionam em mão única.


(Envolverde/Observatório da Imprensa)

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